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Arvores vermelhas


   

"Nos anos depois da segunda guera, o Brasil vai abrir os braços para milhões de sobreviventes de tantas vilas, guetos e cidades destroçadas pela guerra. Judeus, tchecos, alemães, poloneses, italianos, russos, japoneses, húngaros, austríacos e ate nazistas. Um pais onde povos nativos, portugueses e ex-escravos  africanos coexistem. A nação mais miscigenada da terra. Nas palavras de Jean Baudrillard, se a esperança da humanidade um dia acabar, deve-se buscar inspiração no Brasil"

"Um lugar onde a sensualidade e a beleza não são luxos e sim a essência da vida."

"Violência, dor, catástrofe, abundancia, cor e som, tudo acontece de uma vez e no volume máximo."

Textos do filme  Arvores vermelhas, de Marina Willer

Um presente da Finlândia


"Com cenários exuberantes - alguns são tão bonitos que chegam a parecer pinturas - e trilha sonora muito bem escolhida - com composições de nomes como Offenbach, Chopin, Beethoven eHaydn - essa pequena pérola é diminuta até no tamanho: 75 minutos. Como é de praxe no cinema europeu, não vemos rostos bonitos ou corpos esculturais e muito menos imagens feitas em computador. A força de uma película desse tipo está nas interpretações naturalistas, nos silêncios que muito dizem, na trilha bem pontuada, nas emanações singelas, na delicadeza dos gestos, no olhar tocante. Jacob e Leila construirão uma impactante trajetória juntos até o magnético e surpreendente desfecho, que não precisará de grandes reviravoltas ou soluções estapafúrdias para deixar qualquer espectador arrebatado. Uma pequena aula de cinema. "Fonte

A Cor do Paraiso




O filme iraniano "A Cor do Paraíso" é mais uma belíssima obra de Majid Majidi. Seguindo a tradição do cinema iraniano de abordar o universo infantil, Majidi traz a história de Mohamad, um menino cego que busca o sentido da vida nas mínimas coisas, nos sons mais singelos da natureza e na sensibilidade do toque. Uma fotografia magnífica emoldura este filme que supera "Filhos do Paraíso", tambem de Majidi, em sua complexidade humana e na representação de uma multiplicidade de aspectos emocionais. Belo e emocionante!

Leviatã


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"Leviathan, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Parável, (...) um filme-travessia. Embora retrate um navio de pesca em alto mar, em constante e bruto movimento; um navio que mais parece uma máquina de morte e destruição, esse retrato não traduziria uma sinopse com exatidão. Há, contudo, algumas pistas. Sabe-se que os diretores passaram um ano com doze câmeras nos cantos mais inusitados desse navio, e, dali compartilharam imagens, cenas, tão-somente instantes. Não há precisamente uma ênfase descritiva, que visa acompanhar o cotidiano ou o modo de vida daqueles que estão no navio pesqueiro..."
Fragmento do texto de Pablo Gonçalo
Veja o trailer

Palavras

Golpes
De machado na madeira,
E os ecos!
Ecos que partem
A galope.
A seiva
Jorra como pranto, como
Água lutando
Para repor seu espelho
Sobre a rocha
Que cai e rola,
Crânio branco
Comido pelas ervas.
Anos depois, na estrada,
Encontro
Essas palavras secas e sem rédeas,
Bater de cascos incansável.
Enquanto do fundo do poço, estrelas fixas
Decidem uma vida.

Tradução de Ana Cristina César



Sylvia Plath (1932-1963) foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana.

Chega de saudade


Se ela andava no jardim, que cheiro de jasmim!
Tão branca do luar... eis a tenho junto a mim,
vencida é minha, enfim, após tanto a sonhar...
Por que entristeço assim?
Não era ela, mas sim o que eu quis abraçar,
a hora do jardim... o aroma de jasmim... a onda do luar...

Camilo Pessanha





Um filme e dois poemas. Veja mais.




Esse homem improvável com olhar de menino fez o meu corpo flutuar sem peso.
Senti uma felicidade sem passado nem futuro.
Teria beijado esse homem 
cujos olhos alegres me convidavam a voar.
Teria beijado se soubesse fazer escolhas, mas nem quando o mundo escolhe por mim
e apaga as luzes acendendo o luar, nem nessa hora eu ouso escolher
o que o meu coração palpita.

Para os olhos e o coração






Uma paisagem belíssima. Um país ameaçado. Uma história de amor. Após a traição de sua esposa Kitty, Walter Fane, um introspectivo bacteriologista, aceita trabalho voluntário em um pacato vilarejo infectado pelo cólera. Sem escolha, Kitty muda-se com Walter. Uma grande jornada de reclusão e auto-conhecimento...
 





Pina




Pina é um filme para Pina Bausch de Wim Wenders, com o Tanztheater Wuppertal, sobre a obra única da extraordinária coreógrafa alemã que morreu em 2009. É uma viagem sensual e deslumbrante através das coreografias dançadas no palco e em locais da cidade de Wuppertal -- cidade que durante 35 anos foi a casa e o centro de creatividade de Pina Bausch.

O garoto

Sem condições financeiras, uma mãe abandona seu bebé no assento traseiro de um carro de luxo. O vagabundo Carlitos o encontra e luta pela sua sobrevivência, numa historia repleta de encontros e desencontros.
A óbvia semelhança do filme com a infância do director, explica o vigor e o carinho que a ele dedicou, com esplêndidos resultados.
Filme  O garoto - Charles Chaplin

Do baú

 
Morte em Veneza , da novela de Thomas Mann, ilustra o conflito entre o selvagem e o sublime. O personagem de Aschembach é tirado do compositor Gustav Mahler. Mann se divertia com o sensualismo incontrolável de Mahler em contraste com suas pretensões de espiritualidade.O filme é lindo e Aschembach, o escritor famoso que se encanta por um menino em Veneza, foi também inspirado em um ensaio filosófico de Freud, que achava o cerne biológico do homem indomável, não importando a pressão cultural exercida. Escreveu que por isso sofremos tanto; as maiores criações do ser humano decorrem do que reprimiu de selvagem em si próprio.